quinta-feira, 9 de julho de 2009

As últimas...

O tempo me parece tão veloz que eu acabo passando mais de uma semana sem postar, ainda mais agora que Priscila tirou essa semana de folga e eu estou cheia de missões.
Volta logo Pri pra eu ter minha folga também.


Muitas vezes quando me acontece algo bacana, sinto logo vontade de vir aqui, mas nem sempre dá. Então, passam alguns dias ao acontecimento e eu volto para relembrar aquele "negócio" marcante.

Vim falar hoje de ENCONTROS E DESENCONTROS.

Na última sexta-feira, fui ao encontro do magnifíco rei do mundo encantado da Sam. O rei fez um chamado à súdita, e a súdita não perdeu a oportunidade de servir ao rei. Aliás, essa súdita é predisposta até demais, no entanto; ela tinha lá seu plano que tentava unir o útil ao agradável. No final da contas, ela saiu do reino de mãos vazias, pois de fato, não levou o que foi buscar, embora tenha entregue o que lhe foi pedido. De mãos vazias, sim. Coração, não!
Meu coração sempre sai de lá cheio de amor, de afeto, de esperança, de risos que são levados à boca e de uma alegria que se transforma em um monte de sentimento confuso. Também pudera, o rei é complicado, enrolado, e tem o dom de deixar a súdita com a cabeça nas nuvens.
Ele toma umas atitudes assim sem ter nem porquê, para me provocar, além de querer atiçar e tentar manter o controle da situação: esse cheiro na curvinha do pescoço, esse negócio de ficar pegando minha mão, as perguntas instigantes, a curiosidade e invasão sobre minhas coisas... ah, isso tudo é covardia!!!!!!!!!


É bacana. É bonito. É gostoso. É divertido. É agradável. É verdadeiro. Não ele, (também), mas falo desses momentos. Dos encontros, das conversas. Ao mesmo tempo é ríspido, eu sei. A gente fica se espezinhando, trocando farpas, mas a gente se "afina". Muito louco isso!!!

Eu até sou ciente que nosso "game over" ficou só na teoria, porque embora eu passe tempos mantendo distância dele a todo custo, há um laço que não desata. E esse laço é bom, sabe?! É um laço do qual eu posso sim manter a rédea, sem qualquer emoção maior envolvida. Pelo menos até o ponto em que eu quiser, pois ainda há outros que podem sim ser despertados... como há!

Agora, falando de DESENCONTROS:

Eu estou me desencontrando com "um amigo" (espiritualmente falando).
Depois que demonstrei a ele minha disposição em ajudá-lo ou acompanhá-lo em algumas situações, eu percebi que mesmo tendo sido mega clara, ele não acompanhou muito o meu raciocínio e me vi em uma "saia-justa".
A questão da troca na vida é inevitável, e eu tenho confirmado isso. Nem que o preço seja a atenção que você "precisa" dar, ou até mesmo a simpatia que precisa "dispor". E olha que ele é bem cavalheiro, mas consigo captar isso dele em proporções bem implícitas.
Parece que as pessoas gostam da dissimulação. Elas não digerem bem a sinceridade, o ser natural e genuíno das outras.
E todo mundo sabe que eu não arreganho os dentes só porque a pessoa acha que o devo fazer, e se estou num dia que não quero seguir os protocolos, aí é dose! Tenho que ouvir que estou dando um tratamento diferente e que estou seca. Eu não estou seca gente, eu sou seca!
A droga é que não compreendem essa diferença: quem disse que pra ser simpática eu preciso ser doce?! Não sou uma pessoa sem simpatia, mas geralmente não adocico nada não. Eu posso ser agradável sem ser melosa.
Sou radical mesmo. É pa pum e não gosto de nhenhenhem!!!!

O preço que estou pagando ainda são moedas: moedas de mensagens que recebo no celular às 3hs da matina recebendo bom dia, de alguém que mal me conhece e me chama de "amor" e diz morrer de saudade, de indagações e colocações que eu realmente não preciso ouvir.
Eu só queria que as pessoas entendessem que eu não estou aqui para satisfazer as vontades alheias, eu me empenho a fazer o que me faz bem e me deixa em conexão com Deus, mas eu não vou ficar pagando moeda de carência por quem eu nem tenho vínculos ainda. Ah, por favor, aceite isso, aceite-me assim. Até eu fui obrigada a me aceitar tal como sou.


Gente, a vida é muito louca: encontramos quem se desencontra da gente, e desencontramos quem quer encontrar a gente.


BOM FIM DE SEMANA!!!!!!!!!!



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Nem doeu

Ao escrever a última postagem, pensei que fosse sentir meu coração apertado por algum momento e me fechar um pouco naquele melancólico sentimento. Até acreditei que fosse mesmo dedicar meus minutos a escrever algo no papel quando chegasse em casa para derramar um pouco daquela dor que eu julgava que se estenderia. O bom é que eu estava enganada: aquela sensação realmente limitou-se a este espaço. Não foi uma dor falsa e nem quero aqui fugir das minhas frustrações. Eu realmente a senti, mas ela não perdurou nem minutos.
Foi tão fugaz que eu nem me "deliciei" com ela.
E eu falo isso com muito regozijo porque nem de longe queria passar dias escuros. Eu não me prendi àquilo, nem fiquei lamuriando... talvez isso tenha me feito espairecer e lançar os pensamentos para as coisas boas. Estou feliz por isso gente, mas nada que me garanta muita coisa, pois tal como sou (inconstante), tudo pode acontecer.

O fato é que eu não tenho vocação para tristeza e com os meus problemas chego a fazer escola de samba.
Acredito muito nessa questão de você relevar o negativismo, abstrair problemas e esquecer um pouco os fardos... ser feliz, sabe?! Tirar o suco do limão, aproveitar as coisas boas, agradecer pelos dons e se contentar com os privilégios. E graças a Deus, eu faço esse tipo.

Bom, tive uma semana muito bem aproveitada com a estadia de um amigo aqui na cidade.
Fiz meu papel de boa companhia e fomos a muitos lugares aproveitando bons momentos, e comendo muito também. Ah, detalhe: eu sempre levava alguém comigo, quer fosse só Aline, ou mesmo Aline junto com Renata. Confesso também que era uma forma de minar o campo.
Hoje tem uma semana que a rotina começou e como ele está de volta pra casa, nossa regalia acabou ontem mesmo com uma despedida lá na Fratelli. Levei ele em vários restaurantes da cidade e fomos também ver um pouco do Arraial do Maranhão. Foi bem bacana, viu?! Foi quase 100%, eu só me sentia desconfortável quando ele tentava me tomar pela mão, mas tudo bem, eu escapulia!

Eu não me permitiria com um homem estando ligada à outro. Isso não combina comigo. Se fosse uma coisa atrativa para mim e a pessoa não pusesse expectativas demais, eu até me habilitaria, mas ser oportunista, de maneira nenhuma.

Fui à medica hoje e vou ter que passar pela faca, gente!!!! Todos sabem o pavor que tenho de intervenções cirúrgicas, mas estou bem tranquila e aderindo a idéia, afinal com saúde não se brinca. Vou fazer uns exames pré-operatórios para em seguida marcar a cirurgia. Torçam por mim, para que o corte seja irrelevante!!!!!!

Estou esconstipada... é uma gripe louca. Me dá uma agonia, sabe?! É o nariz, é a garganta, é a voz. Esse meu sistema imunológico anda em baixa. E com essa tal de gripe suína aqui por São Luís bate até a preocupação.

Beijos, beijos, beijos!!!!

Ah, espero voltar da cirurgia e dizer a mesma coisa que disse com relação ao meu sentimento: NEM DOEU!!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Quando eu me apaixonei de verdade



As novelas sempre me inspiraram a desejar um amor. Amor desses de tirar o folêgo, sabe?! Esses romances que as tramas sugerem. Mas eu nem pensava no sofrimento, nas barreiras e nos desencontros que eles trazem. Desejei isso por muito tempo, pois até então nada havia feito meu coração pular, nunca tinha sentido as pernas bambas por alguém. Nem pelos namorados que tive. Ninguém. Eu namorei, fiquei, me enrolei. Senti atrações irresistíveis, um leve gostar, uma boa afinidade, afeição, mas nunca uma paixão de verdade.

Cuidado com o que você deseja. Quando se torna realidade, nem sempre é o céu com o qual se sonhou, algumas vezes torna-se até um inferno. No meu caso, o desejo veio finalmente em forma de realidade, mas me levava do céu ao inferno em fração de segundos.
Quando eu constatei que estava apaixonada, não me perguntei quais os motivos fizeram-me ficar tão boba, apenas sentia aquela emoção de uma maneira muito intensa. Se foram os olhos cor de mel, o sorriso largo ou o magnetismo que ele tem, isso realmente não me interessava, eu só queria aprender a lidar com aquilo que se comparava a um vulcão prestes a entrar em erupção. E era até muito lógico eu não saber lidar com emoções nunca sentidas antes. O mundo das emoções mais profundas era um lugar em que eu não estava acostumada a estar.

O começo foi de descobertas: eu pensava nele com mais frequência e me sentia incapaz de tirá-lo dos meus pensamentos. Os sonhos também chegavam todas as noites com sua presença, sem uma exceção ele os protagonizava de alguma maneira. E eu não tinha poder sobre aquilo. Daí, o primeiro pensamento do dia passou a ser ele. E o último também. Isso me causou aquela sensação de "o que está acontecendo comigo?".

Eu não dormia direito, não comia direito, não fazia nada direito... não me concentrava, essa era a minha realidade. Parece que a presença dele dentro de mim supria qualquer outra necessidade. A tendência era só piorar, e se eu estranhava aquelas sensações, ainda tinha muito mais por vir.

Vocês podem até rir da minha cara, achar tudo isso patético. Eu também achava antes de sentir. O fato é que só de olhar pra foto dele que ficou um bom tempo na cabeceira da minha cama, me emocionava. Ele não precisava estar a 2 palmos do meu rosto, ele estava ali, num porta-retratos que tinha a palavra "Love" e muito presente. Era tão forte aquela "presença" que eu me via com os olhos marejados de uma emoção que eu nem de longe conseguiria explicar. E ele estava presente em todos os lugares: no meu quarto, na minha agenda, nos meus escritos (incluindo o blog), na empresa, nas ruas em que eu passava, nas palavras que eu dizia, nas conversas com as amigas, no trajeto que faço, nos lugares que ia: na ida, na vinda... em tudo. Ele estava do lado de dentro de mim. No meu coração. Eu o levava de uma maneira muito especial.

Não foram poucas as vezes em que eu queria voltar atrás e não ter desejado um amor tão grande. Eu me indagava: "Só tenho 21 anos. Não era pra sentir isso agora. É muito pesado para mim." Mas minha vontade tinha sido atendida. Não como devia, mas tinha. E eu nem podia reclamar.

Os questionamentos para nada serviram. Eu sentia aquilo quase que como uma dor.
Nasceu no meu coração igual erva daninha e cresceu sufocando tudo em volta.
E o desenrolar foi confuso, cheio de paradigmas, controvérsias. Eu não entendia porque aquilo não podia ser vivido em sua totalidade. E quando me deparava com impedimentos, metia os pés pelas mãos, agindo quase que absurdamente... Eu precisava manifestar tamanho sentimento, aquilo guardado só me corroía, me incomodava. Eu tinha que exteriorizar, dar vazão, tava correndo nas veias e eu estava a ponto de transbordar. E a gente sabe que quando um copo está cheio e transborda, os resultados não são os melhores.


Eu não me arrependo de ter me apaixonado, até porquê era um desejo, não uma escollha. Nasceu e pronto. E sou tão feliz por ter sentido isso. Me fez tão melhor. Eu agi tão surpreendentemente a ponto de nem me reconhecer. É tudo mais bonito, é doloroso, mas é mais bonito. A gente se torna melhor. Você olha o outro com tanta devoção que chega a dizer: "eu daria a vida por você." E daria mesmo!

Eu não daria apenas chocolates, não me preocuparia apenas em fazer um chá de romã quando ele estivesse com a garganta inflamada, eu não somente levaria empadas, eu não me limitaria a dar a assistência que de repente ele precisasse, nem daria um braço por ele. Eu daria a vida!!!! A minha vida pela vida dele.

Foram momentos que eu repetiria, com certeza. Pouca coisa bacana vivida. Mas tudo que foi vivido foi bacana! Dá pra ter na memória todas as lembranças. Eu não esqueço de uma. Foram contáveis, mas exisitiram.

Eu queria dividir com vocês o que estou sentindo agora, mas é tão contundente que nem me atrevo. Então compartilho sobre o amor, a dor de amar... esse sofrimento que a paixão muitas vezes envolve.
Não é essa dor que estou sentindo neste momento que me corta. É a dor do destroço. São os restos, os fragmentos que ressurgiram depois de eu tentar me permitir. E isso eu vou dividir mais tarde com meus papéis na solidão do meu quarto, onde só tenho seres inanimados por perto.


Quem ama, certamente vai traduzir este texto!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

S'Avessa

Eu sei. Quantas vezes me detestei por fazer aquilo que prometi a mim mesma jamais fazer. Milhares de palavras foram quebradas pelo espírito indomável que não tem o controle da própria dona. Que prometeu quebrar os dedos. Amarrar as mãos. Qualquer coisa. Menos aquilo. Não, não ia cair no erro. Mais quantas vezes repetiria a ação que julguei altamente reprovável?! Digna de ser lamentável. Na verdade, era ridículo. Patético. Não sou patética. Algumas coisas que eu faço são. Quem não faz?! Eu sou inteligente. Tenho senso, noção, idéia. É tudo tão real na minha visão.

O que devia ser feito é neutralizado. Postergado. Aí que entra a omissão. Não era pra ser assim. Pela ordem natural das coisas, devia detestar um e adorar o outro. As reações deveriam ser justas. Mas não são. Merda!

Tento. Tenho tentado. Na grande maioria do tempo consigo. Mas sempre tem algum laço, alguma merda de necessidade, e é mesmo (não é desculpa). E todo o trajeto no qual me mantive firme, obstinada, olhando lá na frente é desconjuntando por essa queda. Não caio. Parece até que me empurram. Eu não piso nas pedras grandes, logo as enxergo. Mas as pequenas, essas me lascam. E eu sinto no final que todo o esforço que fiz durante dias a fio não serviram pra nada diante de uma fração de segundos em que me perco.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tire a Roupa!





Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - EMOCIONALMENTE. Nudez pode ter um significado diferente. Não quer dizer apenas tirar a blusa e arrancar a calça. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, suas emoções, sua história. Até porque se você quiser ver mulher nua basta ir à praia. Tem pra todos os padrões, você escolhe. Mas a nudez da qual falo é outra ...

É lascivo ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que é bonita sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer homem maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos assumir nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelanas. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada como numa banca de jornal, mas difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos fazer. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.

Não conheço strip-tease mais sedutor.

Adorei este texto da Martha Medeiros e assino embaixo, tanto que o adaptei para meu post.

Pouquissímas vezes me senti assim. E apenas uma pessoa conseguiu me ver sem essa roupa toda que a gente coloca antes de sair de casa para enfrentar os leões do dia. É claro que é mais fácil usar todas as máscaras e se borrar de tanta maquiagem para parecermos fortes e incansáveis, mas será que vale a pena esconder de todo mundo sua pele limpa?!
Parecer e ser natural nada mais é que um ato de coragem.

Eu realmente desejo encontrar pessoas que me vejam além das roupas, além da face externa, além do rótulo.
Quero limpar o rosto, tirar a roupa camuflada e dar meu grito de liberdade, pois sinto que estou presa dentro de mim.
 


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